Advogados

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A criada

Em pesquisas semanais aos arquivos do jornal Comércio do Jahu, costumo deparar com textos pitorescos. O transcrito abaixo, foi publicado na edição de 15 de fevereiro de 1924.

Homem de saias
"Chegou aos ouvidos do dr. delegado de polícia uma versão que corre na cidade, pondo em dúvida o sexo da criada Maria Luiza, que já serviu em diversas residências. Aquella autoridade mantou intimá-la a comparecer à polícia para se submeter a exame e prestar declarações.
O dr. médico legista verificou que a criada ... é homem.
Diante disso não houve remédio e elle declarou chamar-se Luiz Gomes Pereira. Disse mais, que não se sentindo com ânimo para exercer misteres rudes resolveu ser... criada, pois para isso ajudava o facto de não ter barba.
Na polícia prossegue o inquérito sobre extranho facto."

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Frase

"Os sonhos são como os deuses. Se não se acredita neles, eles deixam de existir."

Cícero

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Berlim e Chão de Estrelas, sonhos

Ainda há quem pense que viver no interior é uma tranquilidade sem igual, que não há correria, nem tráfego muito intenso, que temos tempo para tudo e permanecemos horas em estado contemplativo na falta de algo mais interessante. Engano crasso. Sobreviver e ganhar o pão requer esforço e corre-corre em qualquer lugar do planeta. Daí que fico semanas sem colocar uma postagem neste blog e, não raro, penso em desistir, agradecer a compreensão de todos e dar por finda essa tentativa de interação, fechar o boteco. Passa pela cabeça mandar grande abraço aos leitores, em especial ao Eduardo Reina, que frequentemente envia seus comentários, e tornar público meu reconhecimento à Maria Eugênia, minha filhota, que colocou o Prosa Fiada para funcionar, à Léa, a mulher da minha vida, que teve - e tem - enorme paciência comigo, e sempre incentivou. Confesso que penso também em desistir ao constatar que os parágrafos que posto parecem não ecoar. Com exceção da família e do Reina (já citado), os comentários são tão minguados que chego a me convencer de que não é minha praia. Pare com isso, Zé Renato, você é inscrito na OAB, vista um paletó e vá advogar, desista do jornalismo, acabe com essa história de escrever crônicas e contos. Mas ocorre, como nesta manhã, de acordar e ouvir da Léa um sonho que ela teve, de que estava em Berlim, e lembrar do meu sonho, de estar na varanda da fazenda Sant'Anna do Jardim a cantar Chão de Estrelas com o Paulo Autran (?). Não resisti à tentação de retornar às postagens, porque ainda vale a pena sonhar. E para os que apreciam, segue link da música Chão de Estrelas, cantada por Silvio Caldas. http://www.youtube.com/watch?v=9_z9kSyW-cM Por enquanto, estamos aí. Abraços

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Frase

"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra."

Malachy McCourt

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

SP ganha 0800 para orientar pessoas com deficiência

Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência inicia serviço pelo 0800 – 7733 - 723

O serviço tem como objetivo prestar esclarecimentos e informações relativas aos direitos e outros assuntos relacionados às pessoas com todos os tipos de deficiência via telefone e e-mail.

A Secretaria criou um número telefônico 0800, cujas letras no teclado telefônico correspondem às siglas da SEDPcD. O funcionamento será de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 20h00 e aos sábados, das 8h00 às 14h00, e será realizado por atendentes com deficiência capacitados para a função.

Informações de Atendimento:
Tel: 08007733723

e-mail: coe.sedpcd@sp.gov.br

www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br

domingo, 28 de novembro de 2010

Tigelas


Constantemente, Léa e eu visitamos páginas eletrônicas de lojas na rede mundial de computadores, a internet, para consultar preço de um e outro produto ou nos inteirarmos sobre as novidades.

Léa, como diz a gíria, é "antenada", sempre se mantém bem informada a respeito do que se passa e, invariavelmente, está a me ensinar algo, quer sobre as tendências das construções européias, quer sobre movimentos artísticos, quer sobre tudo.


Dia desses visitamos presencialmente uma loja para comprar lembrança a uma sua amiga que faria aniversário. Ela escolheu uma tigela em porcelana branca, muito bonita, e saimos satisfeitos com a escolha. Em casa, bem mais tarde, perguntou-me:

- O que você achou da bowl que compramos?

Fiquei assim meio sem ação. E antes de indagar sobre o que ela perguntava, ainda tentei remexer os deteriorados arquivos de meu cérebro, na esperança de não estar sendo vítima de mais uma amnésia, até que ela me salvou.

Explicou que bowl é a palavra que se emprega atualmente nas lojas no lugar de tigela. Ainda brinquei que era pena que isso tivesse ocorrido, já que tigela era uma forma muito mais bela de expressar o nome das tigelas. Ou bowls!

Imediatamente me veio à mente o mestre Napoleão Mendes de Almeida, que recomendava o emprego das palavras observando sempre para não ceder às tentações do uso exagerado de estrangeirismos.

Ensinava, por exemplo, que era preferível usar a palavra grampo em vez de clips, sugeria cofre de embarque no lugar de container e condenava o uso de comitê, que definia como palavra inútil, quando temos comissão, junta ou grupo. Mesmo a palavra escore, que consta estar no vocábulo oficial desde 1943, poderia facilmente ser substituída por contagem ou resultado.

Registre-se que o meste admitia o emprego já consagrado de crochê, bibelô, ateliê, chofer, canapé, por considerá-las palavras insubstituíveis, das quais necessitamos e que não temos no português. Assim como aceitava a palavra bidê, ao contrário do poeta e filólogo Carlos Góis, ao mandar que se diga semicúpio (semi, meio; cupa, cuba)

Mendes de Almeida fazia só uma ressalva sobre o aparelho sanitário para lavagem das partes inferiores do tronco: a verdadeira pronuncia deveria ser bidé, com o "e" final aberto. Isso porque vem do francês bidet e, segundo o mestre, o "o" e o "e" fechados no francês dão "o" e "e" abertos no português. Mas isso é história para filólogos.

Pois é, senhoras e senhores. Agora estão a acabar com as tigelas!



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Maria Regina relança Para ser feliz no amor


A psicóloga e escritora Maria Regina Canhos Vicentin relança, dia 18 de novembro, seu livro Para ser feliz no amor, agora pela Editora Paulus e em formato de bolso.
O relançamento ocorrerá a partir das 19h, no Espaço União Livraria, no piso térreo do Jaú Shopping.

A partir de suas experiências como psicóloga, a autora sugere, na primeira parte, 13 atitudes que contribuem para um relacionamento sadio: evitar as mentiras, combater o ciúme excessivo, elogiar o outro e ser fiel são alguns exemplos.

Além disso, Maria Regina incentiva os casais a exercitar condutas que ajudam na construção de uma relação saudável. Para colaborar com os casais, o livro vem acompanhado de um pequeno “dado do amor”, que deve ser montado pelo próprio leitor a fim de realizar com a pessoa amada exercícios conjugais que irão apontar pontos negativos e positivos da relação.

Além das dicas e dos exercícios, a obra também oferece reflexões sobre a importância do sexo no matrimônio e mostra que ele deve ser encarado com maturidade. “Quando a performance física está acima da afeição, o sexo perde a serventia de aproximar as pessoas que se amam e se transforma em puro exibicionismo, assumindo um caráter egocêntrico e doentio”, alerta Maria Regina.

Em formato de bolso, Para ser feliz no amor – Incluindo os sete princípios dos relacionamentos duradouros pode ser considerado um pequeno guia para que os casais permaneçam unidos em saudável convívio durante toda a vida.

Maria Regina Canhos Vicentin é psicóloga, tendo trabalhado 19 anos com casais nas varas de família, infância e juventude, mais de 20 anos em consultório e mais de 10 anos proferindo palestras para casais (pastoral dos namorados, curso preparatório para noivos, ECC).

Serviço
Título: Para ser feliz no amor — Incluindo os sete princípios dos relacionamentos duradouros
Autor: Maria Regina Canhos Vicentin
Coleção: Vida Nova
Formato: 9 cm x 13 cm
Paginas: 168
Preço: R$ 12,00
Áreas de interesse: Autoajuda