Advogados

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A verdade sobre o apagão

Circula na rede uma explicação mais convincente que as falas vazias da Dilma para o apagão

Diz que a engenheira estagiária, loira, ficou até mais tarde em Itaipu, colocando o serviço em dia ... e .... antes de sair .... apagou tudo ... simples assim ....

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Apagão


Fatores atmosféricos e condições metereológicas adversas culminaram no desligamento de todas as turbinas do meu cérebro e provocaram um apagão sem precedentes em minha realidade. Cessaram-me as vontades, a iniciativa, a capacidade de indignação; temporariamente vegeto, ainda que não tenha assumido aparência arbustiforme.


Ânimo, diria minha mãe se viva fosse. Sua voz ainda ecoa, suave, através dos anos, o semblante sereno, às vezes triste, mas sempre lindo. Tudo na vida resplandecia tranquilidade à sua presença, mesmo quando, vitimada por uma isquemia, andava com dificuldade, auxiliada por uma centenária bengala, que pertencera a Josué Carneiro de Lyra, um tio-bisavô, salvo engano.

Nostalgia. Resta grande a saudade de colo de mãe.

domingo, 1 de novembro de 2009

Finorinho

Abaixo, trecho do conto Finorinho, que faz parte de outro trabalho, que também está sendo concluído. Eita que vamos. Segue aí:


Arlindo não sabe precisar o exato momento em que desmoronou na frente de todos, na festa de aniversário do Martins. Sentiu que estava apagando, apagando, apagando e caiu como que um prédio no instante de sua implosão. Um desfalecer em slow motion, por assim dizer.

Foi um corre-corre danado. Os mais próximos cuidaram de acudi-lo; os mais distantes, instigados pela curiosidade, esticavam os pescoços. O que aconteceu? A versão majoritária era a de que, sendo um bebedor contumaz, o bruto embriagou-se tanto que deitou com os arreios.

Mas, na verdade, aconteceu que Arlindo, mais um casal de amigos que não via há muito, se postaram perto da churrasqueira, de costas para os outros convidados e, em absoluta discrição, aproveitando o vento favorável e a Lua em Júpiter, acenderam um baseado. De ótima procedência, por sinal, segundo se comentou.

Arlindo não se permitia a uma estultícia daquelas havia pelo menos uns bons vinte anos. Foram só uns peguinhas, mas o bastante para que a pressão arterial despencasse, levando consigo o corpo franzino para o chão.

Domingo

Aproveitei o domingão para ver os detalhes do acabamento da casa que erigimos. Concepção da Léa, que modéstia a parte, tem um talento inegualável. Está simplesmente espetacular. Tudo o que ela projeta vira arte.

Temos em comum o gosto por materiais que remetem às antigas sedes das fazendas paulistas e mineiras. Buscamos material de demolição e encontramos tijolos, portas, janelas, muita coisa.

O alicerce e boa parte das paredes levam tijolos que foram de casas de colônias da Fazenda Sant'Ana do Jardim, condomínio rural do qual somos sócios-proprietários. Portas, janelas, ladrilhos hidráulicos, fomos garimpando em uma e outra reforma ou demolição.

Creio que dentro de mais três semanas o Sobrado será nosso lar, nosso castelo, nosso ninho. Não vejo a hora.

sábado, 31 de outubro de 2009

Saudade

Elas estão no quarto 316. Grande Hotel Glória. O mesmo no qual passamos a lua-de-mel em outubro de 2005.

Fiquei. O jornalismo tem dessas vicissitudes: os plantões aos sábados e feriados, tal como médicos e policiais. Só que o jornalista, no interior ao certo, ganha menos que profissionais das duas outras carreiras.

O Grande Hotel Glória, em Águas de Lindóia, foi construído na década de 20 e preserva suas características, restaurado de acordo com o projeto original. É belíssimo. Todo o hotel, até as banheiras, é abastecido com água mineral, que vem direto de uma das fontes próximas. Há um tunel que liga o hotel ao balneário.

Elas estão no 316 e sinto no peito uma saudade louca e a necessidade de resumí-la em uma frase: Léa, obrigado porque você existe, Menina Linda.

Preguiça

A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.

Mário Quintana

O retorno

Bom, gente... sei que a coisa está devagar, quase parando, pelo que deixo aqui minhas desculpas. A idéia era atualizar esse blog diariamente, mas ocorrem coisas às quais denominamos alheias à nossa vontade e o caldo por vezes entorna.
Hoje não há quem não proteste pela falta de tempo. Até o Mingão, do Disk Cerveja, tem lamentado.

Nas últimas semanas estive trabalhando na conclusão de um novo trabalho, um livro, que já está na revisão. Demandou pesquisas, horas no computador, entrevistas e contatos aqui e ali, mas terminei.

Pretendia lançar o bruto ainda este ano, mas talvez não haja possibilidade. Há prazo da gráfica, provas, todas essas coisas. E já fechamos outubro, primavera quente.

Sempre fui da corrente a professar que o destino somos nós que traçamos. Ultimamente, entretanto, minhas certezas têm sido postas à prova. Há um componente com o qual jamais esperei contar: os tais motivos alheios à minha vontade. O Émerson, do banco, ligando para eu cobrir a conta é um deles. Totalmente alheio.

Mas estamos aí, para o que der e vier.