Advogados

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Helicóptero tucano

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O piloto sumiu

Preciso compartilhar.

Lendo O Velho Capitão, do jornalista, escritor e compositor jauense David Nasser, deparei com divertido trecho no capítulo Patagônia, que leva o intertítulo O Vento.

Nasser escreve pequena passagem que teria ocorrido com Newton Braga, que participou do Raid Itália-Brasil, como navegador do hidroavião Jahú, a convite do empresário paulista João Ribeiro de Barros.

Vamos a ele:

“Dizem que o Brigadeiro Newton Braga, no tempo em que ainda voava, perdeu os seus óculos em pleno espaço. O vento zunia sobre a fuselagem do avião de caça e o bravo e míope caboclo do ar não enxergava nem mesmo os instrumentos de bordo. Descer, sim. Mas como? Era uma água quase cega e agora de asas partidas. Homem de decisão rápida, o ex-tripulante do “Jaú” atirou-se de pára-quedas e deixou o aviãozinho entregue ao próprio destino, planando como uma galinha-d’angola que um anjo sádico houvesse atirado da granja divina.

O brigadeiro aterrissou com os próprios pés, enquanto lá no céu o teco-teco ia perdendo altura, perdendo altura, e suavemente pousava, guiado por um capricho qualquer, há horta de um lavrador bronco, porque só os lavradores e os broncos sabem que neste país quem lavra a terra não tem tempo para ganhar dinheiro. O campônio, tal qual o chamaria Eça de Queiroz em dia de bom humor, meteu os olhos dentro da cabina e não viu ninguém. Olhou por baixo, nada. Ninguém saíra correndo do bojo daquele pássaro de lona. Sem discutir consigo mesmo, o lavrador voltou à choça, trouxe uma corda, amarrou o aparelho a uma árvore e correu à Escola dos Afonsos para avisar que de lá havia fugido um avião.”

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Pimenta vermelha


 
 
Molhos e temperos sempre cativaram meu paladar. Valorizam alguns pratos e a outros são indispensáveis. Não concebo comer uma esfirra sem umedecê-la com molho de pimenta vermelha. O versátil bolonhesa torna saborosa qualquer coisa comestível. Nas massas também aprecio sem moderação os molhos branco e pesto. No dia-a-dia, não dispenso a cumari e gosto de abusar do ketchup e da mostarda.
A pimenta vermelha remete a tempos de há muito idos. A memória gustativa guarda lá, em suas prateleiras, os sabores da pipoca do Marcílio Levorato, o Cutia, dos kibes do Abib Soufen, o Bibo, dos pastéis da pastelaria Primavera, da família Kataoka, tudo sempre regado com a boa pimentinha.
O grau de ardência éramos nós quem decidíamos, bastando para isso sacudir o vidrinho de pimenta e despejar a quantidade que apetecesse. Ninguém olhava feio se abusássemos um pouco nessa ação de entornar o conteúdo.
Dia desses, entretanto, constatei, compungido, que o sistema econômico vigente lançou seus tentáculos até mesmo sobre os vidrinhos de pimenta! A busca desenfreada pelo lucro arrancou-me esse pequeno prazer.
Em um estabelecimento que comercializa salgados, pedi uma esfirra de carne e, ato contínuo, solicitei a pimenta. A funcionária mostrou-me uma bandeja sobre a qual havia uma dezena de copinhos para café, cada qual preenchido com um terço do molho.
Fiz menção de levar para a mesa a bandeja com todos os copinhos, mas a funcionária fez-me entender que me cabia apanhar apenas um – aquela coisinha de plástico com um tico de pimenta, que mal daria para bronzear minha esfirra! Triste, mas verdade!
 As coisas mudaram. Para pior.
 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Suamos e lançamos um livro em 2012


2012 - ano em que o mundo acabaria - a historiadora Léa De Ungaro Almeida Prado, minha esposa, e eu mergulhamos no universo da Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Jaú (UPD Jaú), Apta, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

A UPD, antiga Estação Experimental de Jaú, completou 75 anos e, sob encomenda da Secretaria, registramos tudo em um livro: Terra Roxa - Vida e Ciência na Estação Experimental de Jaú, que foi lançado no dia 7 de dezembro.

Léa fez toda a pesquisa histórica e diversas entrevistas, que foram a base de todo o trabalho.

Foi um período de serviço intenso, corre-corre, noites mal dormidas, mas tudo valeu. Aprendemos muito e acreditamos ter conseguido reunir neste livro grande parte da rica história da Estação Experimental de Jaú.
A secretária de Agricultura do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi, Léa Prado e eu

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Mario Garrone lança seu 2º livro



O jornalista e escritor  Mario Garrone lança pela Chiado Editora, de Portugal, seu segundo romance, Pequeno Relato sobre o Caos.

A editora com sede em Lisboa é especializada na publicação de autores portugueses e brasileiros contemporâneos.

A obra mostra como uma cabeleireira negra de 43 anos e um jovem loiro de 19 anos, juntos, podem dar o que falar. E fazer porteiros de prédios desconfiarem e comentarem sobre a conveniência e pertinência de uma mulher negra entrar em um edifício residencial na região da Avenida Paulista sem ser para limpar, cozinhar, lavar e passar.

Paralelamente, há a história do advogado aposentado Alcibíades, que aos 83 anos viaja a Paris com a mulher Dircinha para festejar as bodas de ouro do casal. A paz na vida dele termina em seu retorno ao Brasil.

Nascido em São Paulo e formado em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), Mario Garrone, também é autor do livro O Homem Infeliz, publicado pela editora Imago, do Rio de Janeiro.

Pequeno Relato sobre o Caos pode ser comprado no site da editora www.chiadoeditora.com ou no site www.wook.com.



domingo, 22 de abril de 2012

Geração em 140 caracteres

A Geração Editorial disponiliza para download gratuito o e-book com os contos vencedores do Concurso de Minicontos realizado em 2011. Os textos, produzidos por diversos autores, têm até 140 caracteres. Também estou lá, na página 90, com o miniconto O Copo.

A editora é a mesma que publicou o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que se debruça sobre a chamada Era das Privatizações, promovida pelo governo Fernando Henrique Cardoso, por intermédio de seu ministro do Planejamento, o ex-governador de São Paulo, José Serra.

Aos que quiserem dar uma olhadela no e-book com, é só acessar um dos links abaixo.
PDF:
http://www.geracaoeditorial.com.br/geracao140caracteres.pdf
ZIP: http://www.geracaoeditorial.com.br/geracao140caracteres.zip

quarta-feira, 28 de março de 2012

Salve, Millôr! Até qualquer hora!


Deve-se beber moderadamente, isto é, um pouco todos os dias. Isso não sendo possível, beber muito, sempre que der. Mas o abuso, como a moderação, tem que ser aprendido. O amador que abusa tende a ficar desabusado."

Millôr Fernandes

sexta-feira, 23 de março de 2012

Eduardo e Mônica (versão para jornalistas)

Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Quando se escolhe essa profissão?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

Eduardo abriu o livro, mas não quis nem estudar
As teorias que os mestres deram
Enquanto a Mônica tomava um esporro do editor
No fechamento, como eles disseram.

Eduardo e Mônica um dia se trombaram sem querer
A fumaça tava forte, foi difícil de se ver
Um carinha da facul do Eduardo que disse
“Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir”
Gente estranha, festa de jornalista
“Eu não tô legal, já fumei mais que devia”
E a Mônica riu e quis saber um pouco mais
Sobre o mundinho que ele prometeu mudar
E o Eduardo, com larica, só pensava em ir pra casa
“A geladeira eu quero atacar”.

Eduardo e Mônica trocaram seus e-mails
Depois se escreveram e decidiram tuitar
O Eduardo sugeriu um call no Skype
Mas a Mônica queria ir pro Messenger teclar
Se encontraram ainda lá no tal de Orkut
A Mônica sem foto e o Eduardo sem cabelo
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina escrevia com um zelo.

Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ele tinha ilusão, ela sabia economês
Ela falava de finanças, cedebês e inflação
E ele ainda maltratava o português
Ela gostava do Basile, do Furtado
Do Marx, do Stiglitz, do Yunus e Cournot
E o Eduardo era um puta Zé Ruela
E vivia dia e noite vendo site pornô.

Ela falava coisas sobre a função social
Também de lead e do pescoção
E o Eduardo ainda tava no esquema
Adorno, cerveja, truco e Enecom.

E mesmo com tudo diferente
Veio mesmo de repente
Uma vontade de se ver
Os dois sonhavam transar todo dia
Só que dela a rotina era bem de foder (er-er).

Eduardo e Mônica estudaram locução, assessoria
Web, fotografia, pro CV melhorar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre fontes, off e formas de apurar.

Ele aprendeu a escrever, pegou o gosto por ler
E decidiu estagiar (não!)
E ela até chorou na primeira vez
Que ouviu a voz dele ir pro ar
E os dois já trabalharam juntos
E cobriram pautas juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que a vida foi malucamente bela
Por ter juntado os dois.

Construíram os seus blogs uns seis meses atrás
Logo após que os passaralhos vieram
Batalharam frilas, mendigaram geral
Por muito pouco o fiofó não deram.

Eduardo e Mônica viraram assessores
Levantaram uma grana, já fizeram prestação...
Só que a vida dura não vai acabar
Porque na agência tem perrengue e a mesma ralação.

E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Quando se escolhe essa profissão?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Frase

"E se não podemos consertar radicalmente a máquina do mundo (que já saiu da fábrica bem desarranjada, graças a Deus!) procuremos ao menos ir deitando um escasso pingo de azeite em cada uma das suas molas perras, para que o monstro canse e triture o menor número possível de vítimas."

Olavo Bilac

sábado, 15 de outubro de 2011

A mulher


A mulher fez a passagem e sequer havia se dado conta. As últimas lembranças eram as das recusas em série, sequências infindas de nãos e as portas a baterem-lhe a cara.

Vendia cosméticos em domicílio, trabalho que lhe rendeu uma coleção enorme de amizades e bons tostões no decurso dos anos. Houve, então, que as donas de casa, aquelas mulheres gentis sempre prontas a recebê-la e tomar informações sobre os rouges, os pós-de-arroz, batons e esmaltes, foram desaparecendo como por encanto.

Ultimamente, em suas manhãs e tardes, deparava com casas vazias. Agastava os dedos nas campainhas, mas as moradoras não mais atendiam. Onde foram parar? Não raro, a porta era aberta por um homem, que tratava de dispensá-la de pronto, sob a alegação de que sua mulher não se encontrava, estava a trabalhar. Estranhou, mas persistiu até quanto foi possível.

Em um final de tarde, num dia que retornava à casa sem ter vendido ao menos um vidro de esmalte, sentiu-se abater por um desalento incomensurável. Foi quando tudo se deu.

Sentiu o chão faltar, como se seu corpo não tivesse peso e pairasse. Fez a passagem. Não, não foi o desencarne. Atravessou o portal para onde vão os desestimados, os esquecidos, os deslocados, as gentes que perderam as funções. Uma existência paralela, que há aqui, a meu lado, ao seu, sem ocupar o mesmo espaço, mas que a maioria não se dá conta. Por falta de interesse. Ou de tempo. Ou os dois.

A mulher deparou com outras pessoas, uns atônitos tais como ela; outros tantos repetiam gestuais ou executavam trabalhos, aos quais se entregavam quando viviam do outro lado. Estavam lá os braçais que limpavam as ervas das frinchas dos paralelepípedos, os carroceiros que entregavam pão, leite e miúdos de frango, os vendedores de enciclopédias, amoladores de facas e tesouras, ferradores, seleiros, beijueiros, gentes as quais o mundo moderno pôs de lado, sem piedade.

A sua frente, do nada, brotou um engraxate. A seu lado, surgiu um vendedor de raspadinha. Mais adiante, o homem do algodão doce, o sapateiro, a quituteira. A mulher passou a se dar conta de que não avistava mais esses trabalhadores em seu cotidiano de há tempos.

De primeiro, chorou. Tantos haviam desaparecido, sem que sentisse falta, até que ela mesma viesse engrossar a lista. Sentiu saudades de um mundo que deixara de ser. Quanta cegueira. Como não se apercebera que ninguém mais lhe tentava persuadir, à porta, a comprar a Barsa, a coleção de Monteiro Lobato? O que foi feito de tudo? Onde estariam as crianças que passavam pedindo jornais, fios de cobre e garrafas vazias? Até os chamados tipos populares se haviam extinguido!

A mulher lembrou-se de quando as vizinhas se conheciam e travavam conversas sobre as amenidades da vida, entrevistavam-se sobre receitas culinárias, trocavam uma e outra fofoca, e se sabia haver mútua solidariedade caso alguém viesse a carecer. As famílias costumavam fazer juntas suas refeições e sobrava tempo para que todos pusessem a conversa em dia.

A mulher, então, se apercebeu de que os sentimentos mais nobres que podem reservar às pessoas também se haviam volatilizado. Secou as lágrimas e seguiu, entre os desencontrados, a oferecer de longe em longe seus batons.

(Crônica publicada na edição número 1 da Revista do Comércio, do jornal Comércio do Jahu)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Frase

"Deus tem só uma medida a tomar com esta humanidade inútil, afogá-la num dilúvio. Mas afogá-la toda, sem repetir a fatal indulgência que o levou a poupar Noé; se não fosse o egoísmo senil desse patriarca borracho, que queria continuar a viver, para continuar a beber, nós hoje gozaríamos a felicidade inefável de não sermos..."

Eça de Queirós

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Um baú de lembranças

Em seu segundo livro, jornalista transforma entrevistas e reportagens em boas histórias

O que um pipoqueiro, uma artista, um anarquista e um inventor têm em comum? Pouco, à primeira vista, mas não para o jornalista José Renato de Almeida Prado, que faz estes e outros personagens encontrarem-se nas 318 páginas de seu segundo livro, “Tampa de Baú”. Com lançamento previsto para o dia 8 de julho, a obra traz ainda outras 100 fotografias e em suas duas partes – “As Gentes” e “Os Fatos” – conta um pouco da história da cidade paulista de Jaú desde sua fundação, em 1853, até hoje.


O autor, que se autodefine mais como o repórter que é há mais de 25 anos do que como escritor, usou boa parte das entrevistas e reportagens realizadas para o jornal Comércio do Jahu para compor o livro. Segundo ele, a idéia de “Tampa de Baú” foi reunir fatos históricos e pequenas biografias de quem marcou a memória coletiva da comunidade local.


“A obra se fia em testemunhos, depoimentos, arquivos de jornais e outras publicações”, conta Almeida Prado. Propositadamente, a narrativa dos acontecimentos não está cronologicamente disposta, de modo a permitir ao leitor se deslocar de meados do século 19 a fatos contemporâneos e vice-versa, em um virar de páginas.

O livro foi editado pelo próprio jornalista, que buscou patrocínio na iniciativa privada para a impressão da obra, prefaciada pelo jurista e membro da Academia Paulista de Letras, Ives Gandra Martins. O texto da contracapa é do jornalista Mário Schwarz.

Os primeiros imigrantes, os carnavais do passado, a epopéia do café – que criou e destruiu fortunas -, as empresas mais antigas, a chegada da telefonia em 1857, a gripe espanhola que apavorou os moradores em 1918, a enchente que transtornou a cidade em 1922 são alguns dos relatos que o leitor encontra no livro.

Na segunda parte da obra, As Gentes, o autor traz histórias da vida de algumas pessoas que deixaram sua marca na cidade. Políticos, empresários, educadores, artistas, prestadores de serviço figuram nas páginas, como o pipoqueiro Marcílio Levorato, a artista Elza Muneratto, o músico Arnaldo Senise, que ocupou cadeira na Academia Brasileira de Música, o inventor Francisco Canhos, o cantor Cândido Botelho, o educador e anarquista João Penteado, o professor Túllio Espíndola de Castro, o jornalista David Nasser, a escritora Hilda Hilst (ambos jauenses de nascimento), entre muitos outros.

“Boa parte do material se encontrava em meu arquivo pessoal e foi reescrita com as atualizações que requeria, acrescida de outros tantos textos inéditos, redigidos unicamente para esta obra”, diz o autor. “Procurei trazer os fatos mais marcantes e as pessoas que se destacaram em suas áreas, seja na cidade ou fora dela”, comenta. “Há uma multiplicidade de personagens, de César Sancinetti, o mais famoso encanador, ao empresário Sebastião Camargo, passando pelo padre Augusto Sani e a cafetina Palmira de Souza, que também fez história na extinta zona do meretrício.”

O autor levou cerca de um ano e meio na produção do livro. A maioria das fotografias, todas em preto-e-branco, foram garimpadas em arquivos pessoais e acervos dos fotógrafos Vicente João Pedro e Ítalo Poli. Uma sequência, nos mesmos moldes, está nos planos do jornalista. “Muita coisa ficou de fora, não por falta de lembrança, mas tão-somente porque o livro ficaria demasiado extenso”, diz. “Creio já ter material para outro livro, mas preciso sentir como será a aceitação deste.”

O autor
José Renato de Almeida Prado nasceu em São Paulo, SP, em 6 de junho de 1964 e foi criado em Jaú, onde até hoje está radicado. Jornalista e advogado, iniciou sua carreira como repórter em 1986 no jornal Comércio do Jahu, ano em que passou a publicar suas primeiras crônicas e contos.
Trabalhou também como assessor de imprensa de instituições públicas e privadas e, por 15 anos, foi colaborador da revista A Granja, de Porto Alegre.
Membro da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Jahuense de Letras, é autor do livro de crônicas Prosa Fiada e Outros Goles, lançado em 2008, na 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Serviço
Lançamento do livro “Tampa de Baú”, do jornalista José Renato de Almeida Prado.
Dia 08 de julho, às 20h
Local: sede social do Jahu Clube, à rua Amaral Gurgel, 298 (Centro de Jaú)
Preço: R$ 50,00
Contato com o autor: jraprado@ube.org.br

terça-feira, 21 de junho de 2011

Tampa de Baú



Ufa! Tardou, mas nasceu. Com 318 páginas, o livro Tampa de Baú, de minha lavra, será lançado no dia 8 de julho, às 20h, na sede do Jahu Clube Centro.


Tampa de Baú nasce de tarbalho jornalístico e se baseia em pesquisas e entrevistas que realizei para o jornal Comércio do Jahu.


Os textos reúnem fatos históricos ocorridos no município paulista de Jaú e pequenas biografias de gentes que deixaram na memória coletiva da comunidade um legado, quer por seus feitos, quer por suas particularidades. A obra apresenta também 100 fotografias.


O livro foi prefaciado pelo jurista e membro da Academia Paulista de Letras, Ives Gandra Martins, e traz na contracapa texto do jornalista Mário Schwarz.


Hoje, dia 21 de junho, iniciarei a distribuição dos convites impressos. Todos os leitores desse blog, antecipadamente, estão convidados ao lançamento.


Ainda volto ao tema. Abraços.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Feira para cervejeiros



São Paulo sedia em julho a maior feira do setor cervejeiro do Brasil.


A grande novidade desta edição da Brasil Brau, é o tal Degusta Beer. Até então restrito a empresários e fabricantes, o espaço agora é aberto aos apreciadores de cerveja. Os visitantes poderão participar de sessões de degustação orientada, promovidas por 30 microcervejarias.



Segundo a assessoria de imprensa do evento, entre as cervejas com apelo gourmet, os visitantes poderão encontrar sabores exóticos como o bacuri (fruto típico da Amazônia) da Amazon Beer, a jabuticaba (endêmica do Brasil) da Falke Bier, a castanha do Pará, da Colorado, entre outras.



Para quem quer se aventurar a fazer sua cerveja em casa, o Centro Integral de Bebidas Artesanais (Cibart), de Córdoba (Argentina), vai lançar o kit All Beer, com 12 itens que permitem a qualquer um confeccionar em casa sua própria bebida.


A Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja – Brasil Brau 2011, será realizada de 5 a 7 de julho, no Transamerica (São Paulo).

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Frase

"Depois de se ter completado quarenta anos, parece que os anos tem apenas seis meses."

Dupuy

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Jardim Sensorial

O Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, abre espaço para visitantes conhecer o Jardim Sensorial, na Fazenda Santa Elisa, que fica na Av. Theodureto de Almeida Camargo, 1.500.

O espaço, que faz parte do Jardim Botânico do IAC, receberá pessoas com e sem necessidades especiais, de todas as idades, que poderão tocar, sentir e cheirar 30 espécies de plantas ornamentais, aromáticas e medicinais.

As plantas estão identificadas com placas que trazem informações científicas, nomes populares e aplicações de cada espécie. Os nomes estão grafados em Braille.

As pessoas poderão tocar todas as plantas, cortar as folhas para sentir o cheiro e saborear as espécies comestíveis. Todo o percurso será acompanhado por monitores não só do IAC, mas também voluntários de diversas instituições como Centro Cultural Louis Braille de Campinas, Instituto Campineiro dos Cegos Trabalhadores, Unicamp e PUC-Campinas.

A visitação estará aberta para pessoas de todas as idades, com ou sem deficiência visual e, principalmente, aos que desenvolvem algum tipo de reabilitação para o portador de necessidades especiais.

O Jardim Sensorial do Jardim Botânico do IAC ficará aberto de segunda à sexta-feira, das 9 às 15h. As visitas devem ser previamente agendadas pelo e-mail comunic@iac.sp.gov.br.


Dor de Cabeça

Como tem esse espaço também o fim de divulgar lançamentos literários, vamos lá.

A editora Summus Editorial já mandou para as prateleiras o livro Viva bem com a dor e a doença - O método da atenção plena (248p., R$ 61,90), de Vidyamala Burch.


A autora apresenta caminhos para aqueles que lidam com a dor, sugerindo alternativas baseadas na meditação e técnicas de respiração que melhorariam a qualidade de vida dos que sofrem com dores crônicas ou estresse da vida diária.

O foco do livro é a dor física, mas as técnicas de atenção plena se aplicam a qualquer tipo de doença. Segundo a autora, elas ajudam a administrar a energia e o cansaço, além de melhorar a qualidade de vida.

Sobre a autora

Vidyamala Burch convive com a dor desde muito cedo. Portadora de problemas congênitos na coluna, ela se machucou seriamente durante um treino de salvamento e, alguns anos depois, sofreu um terrível acidente de carro, que a deixou praticamente incapacitada. Obrigada a conviver com a dor diariamente, ela teve reações comuns a todos nós: de início, fingiu que nada acontecera, forçando o corpo até o limite. Depois, procurou fugir do sofrimento, mergulhando em períodos depressivos. Porém, com a dedicação à meditação e ao estudo de técnicas que melhorassem sua relação com a dor, a experiência de Vidyamala aos poucos se transformou. Hoje, ela é uma das maiores especialistas mundiais em meditação, além de fundadora da Breathworks - organização que presta auxílio terapêutico a pessoas que sofrem com dores crônicas ou com o estresse da vida diária.


Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890

Site: www.summus.com.br

terça-feira, 17 de maio de 2011

Pensão para escritores

Foi notícia. A Argentina quer instituir uma pensão social para escritores. A ideia, segundo a Folha de S. Paulo, é inspirada em leis aprovadas na França e na Espanha. Consta que há dois projetos em trâmite no Senado argentino.

O coordenador da Sociedade Argentina de Escritores, o poeta Miroslav Scheuba, justificou de forma lapidar.
"Com a barriga vazia, o escritor não escreve. Como escritores são boêmios, não economizam e acabam sem nada'', completa.

Segundo o texto, a entidade já conseguiu aprovar o projeto em Buenos Aires , em 2009. São 100 escritores beneficiados, que recebem por mês 2.650 pesos -cerca de R$ 1.080.

Entre os requisitos é preciso ter mais de 60 anos, ter se dedicado mais de 20 anos à atividade literária ou publicado mais de cinco livros.

Em 2007 e 2008, respectivamente, morreram os escritores argentinos Ruth Fernández e José Luis Mangieri. Estavam em dificuldades e desamparados, dizem os defensores do projeto.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Frase

"Não acredito em literatura como catarse, mas ninguém produz sem ser afetado pelo que escreveu. Fui sendo escrito pelos meus livros."

Cristovão Tezza, escritor

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Prematuros

A Sociedade Brasileira de Imunizações disponibilizou na rede um blog com informações de especialistas sobre cuidados com bebês prematuros.

O lançamento é parte de uma campanha para conscientizar sobre a importância das vacinações, em especial contra o vírus sincicial respiratório, que seria maior causa de internações e mortes entre os prematuros.

O blog também vai incentivar a troca de experiências entre pais. O endereço é
www.prematuroimunizado.com.br/blog